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Banco de Dados de Esculturas Brasileiras
   
José Bonifácio de Andrada e Silva
Publicada por MuBE VIRTUAL

Autor da Escultura:
Luiz Morrone

Data de Inauguração:


Cidade:
Piracicaba

Estado:
São Paulo

Endereço:
R. Antônio Corrêa Barbosa, 567-901 - Parque do Porto, Piracicaba - São Paulo, 13400-810, Brasil


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Imagens:

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Autor das fotos:
Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba (IPPLAP)

Motivo de sua criação:

Homenagem a José Bonifácio, Patrono da Praça.



Histórico da obra e/ou do autor:

Sobre o homenageado

José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 1763 - Niterói, 1838) Político brasileiro.
Oriundo de uma família da aristocracia portuguesa, forma-se na Universidade de Coimbra em
Filosofia Natural (1787) e em Leis (1788). Especializa-se em Mineralogia e Minas e, ainda jovem
(1789), assume funções importantes na Academia das Ciências de Lisboa, onde é admitido como
sócio. Entre 1790 e 1800, na sua qualidade de mineralogista, viaja por diversas cidades européias
por encargo do governo português. Em 1801 ocupa na Universidade de Coimbra a cátedra de
Mineralogia, e é depois nomeado intendente-geral das Minas e Metais do Reino. Durante as
invasões francesas combate o inimigo e atinge o posto de tenente-coronel.
Regressa ao Brasil em 1819. Como um dos elementos de confiança de D. Pedro, apóia o movimento
independentista. Assim, é por este encarregado de organizar o primeiro ministério do novo Estado,
fica a chefiar a política interna e externa do País. Por dissidência com o imperador, é afastado dos
seus cargos e parte para França (1823). Regressa de novo ao Brasil em 1829, reconcilia-se com D.
Pedro que, quando abdica (1831), o nomeia tutor de seu filho, o futuro D. Pedro II. Em 1833 é
destituído deste cargo pelo regente Diogo António Feijó. José Bonifácio de Andrada e Silva
abandona então a vida política e passa os seus derradeiros anos na ilha de Paquetá, na baía de
Guanabara. É tido como o verdadeiro arquitecto da independência brasileira, deixa publicado, além
de alguns estudos mineralógicos, um volume de Poesias Avulsas (1825).
 

 

Sobre o autor Luiz Morrone (São Paulo, 1908 – 1998)

“Quantas vezes por dia, andando pela rua, a gente não passa diante de um monumento público e o máximo que conseguimos saber é o nome da figura histórica homenageada ou quando a informação é um pouco maior, lembramos das autoridades ou associações que mandaram esculpir a obra?
Agora, o que raramente chegamos a saber (ou nos preocupar em) é o nome do artista, do escultor que criou o monumento. Quando o artista Luiz Morrone fala do assunto não há nada de tristeza, nem mágoa pela falta de reconhecimento público ao seu trabalho. É apenas a constatação de um fato que qualquer um, mais atento, pode fazer.
Luiz Morrone acaba de criar para a Associação Paulista de Críticos Teatrais a estatueta do prêmio Gil Vicente, que será fundida em bronze e entregue anualmente aos melhores do teatro (direção, ator, atriz e autor nacional). Logo que recebeu o pedido da APCT, o escultor se prontificou em fazer o trabalho, ele que há muito tempo está ligado ao teatro (é pai do ator Laerte Morrone).
O contato de Luiz Morrone com teatro e Gil Vicente vem de muitos anos. Esculpiu no início de sua carreira um busto do dramaturgo mais significativo da língua portuguesa, para um clube recreativo no Brás e, agora, em 72, teve a chance de retomar o tema ao esculpir a estatueta do prêmio da Associação dos Críticos.
Atualmente, inspetor do Ensino de Belas Artes e membro do Conselho Estadual de Honrarias e Méritos no Palácio do Governo, Luiz Morrone aos catorze anos diplomou-se na Escola de Belas Artes, começando então a trabalhar com Ximenes, seu mestre, no monumento do Ipiranga e na Catedral da Sé. Fez na mesma época esculturas para o Teatro Oberdam no Brás.
Seu primeiro trabalho público, monumento em homenagem ao Major Bolivar de Araripe Sucupira, herói da Batalha do Avaí, foi colocado em Jundiaí em 1934. Desde então seu trabalho tem sido intenso, somando até hoje mais de quinhentos monumentos e hermas, oito dos quais se encontram em Portugal. A principal foi inaugurada recentemente pelo Presidente da República, Almirante Américo Tomas – uma estátua de cinco metros do bandeirante Antônio Raposo Tavares, que foi colocado em sua cidade natal, Beja.
Ainda na lista de trabalhos internacionais do escultor paulista Luiz Morrone estão: um trabalho na Argélia, um na Filadélfia, três na Bolívia. Menos em Belém e em Brasília, os seus trabalhos estão em todos os Estados brasileiros. No caso específico de Brasília, o artista compreende que apesar dos aplausos que tem recebido à sua obra do famoso Niemeyer, a sua escultura segue uma linha neoclássica que, logicamente, não se enquadra no modernismo que caracteriza a Capital do País.
Luiz Morrone orgulha-se se sempre ter vivido de sua arte, sem precisar recorrer a outra atividade distante. Mas para tanto – com isso, ele mesmo concorda – é preciso ser um bom profissional. E Luiz Morrone tem provado isso desde os seus catorze anos ao sair da escola de Belas Artes.

“Estamos apresentando o Escultor Luiz Morrone”. In: PEREIRA, Hilda Vargas. A Arte de Luiz Morrone. Última Hora, São Paulo, 28 jun. 1972.

(LAUDANNA, Mayra e ARAUJO, Emanoel. De Valentim A Valentim. A Escultura Brasileira - século XVIII ao XX. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. São Paulo, Brasil, 2010.)



Observações:

Peça: bronze
Pedestal: granito polido

Descrição: O busto de bronze está assentado sobre uma base de alvenaria revestida por
placas de granito marrom.

Iniciativa: Sociedade Brasileira de Heráldica e Medalhística

Transcrição dos dados encontrados na obra:
“José Bonifácio de Andrada e Silva/ Oferta da Sociedade Brasileira de Heráldica e
Medalhística”

Fonte: "Inventário de Obras de Arte, Marcos Civis e Referenciais de Memória em Espaços Públicos na Cidade de Piracicaba", realizado pelo Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba (IPPLAP)



Materiais:


Natureza:
Busto

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